Timbó

timbo

 

Família: Sapindáceas.

Outros nomes: Guaratimbó, timbocipo, cururu-apé, mafone, matafome (Maranhão), cipó timbó, cipó cruapé vermelho, timbó de peixe.

 

Descrição: O Timbó é um cipó de haste flexível e pegajosa, quadrangular, com galhos finos e levemente empubescidos. Folhas grandes, pinadas, com folículos ovais. Pecíolo alado. Florezinhas brancas, em espigas axilares. O fruto é uma cápsula piriforme, algo angulosa.

Uso medicinal: É uma planta venenosa. Não recomendamos seu uso interno.

Paul Le Cointe, entretanto, dá a seguinte indicação:

“Sedativo e narcótico, calmante do sistema nervoso (extrato e tintura), usado contra afecções do fígado e do baço, e contra as gastralgias. Folhas emolientes … A casca, principalmente da cepa, e as sementes, são acres, narcóticas e venenosas.”

Meira Pena informa:

“A raiz do timbó goza de grande reputação como resolutivo, nas inflamações do fígado, aplicado externamente.”

“O fruto, as cascas e as folhas são narcótico-acres.”

“Os indígenas do Pará empregam-no contra a hipocondria, a alienação mental, etc.”

“Vários médicos aconselham a Paullinia, em cataplasmas, nos enfartes dolorosos do fígado.”

“O Dr. Ferrari acha a Paullinia pinnata, medicamento de grande valor e que deve ser aproveitado para vários casos.”

“Os homeopatas, depois dos trabalhos de Mure, indicam a Paullinia nos seguintes casos: cefalgias, constipação do ventre, opressão do peito, tosse, histeria, ovarite, cólicas uterinas, nevralgias, enxaquecas.”

Externamente, aplica-se em forma de compressas, loções ou fricções, para acalmar dores. Toma-se um punhado (uns 50 gramas) de raízes ou folhas, picam-se ou machucam-se, e deitam-se num litro de água. Deixa ferver até que evapore a metade da água. E pronto o poderoso analgésico.