ACUPUNTURA E SAÚDE

Os princípios da medicina chinesa conquistam cada vez mais adeptos. Não é para menos! As técnicas milenares ajudam a solucionar problemas que antes só podiam ser tratados com medicamentos. Dentre elas, a mais famosa é a acupuntura. Estresse, depressão, ansiedade e insônia estão na lista de distúrbios amenizados com as agulhinhas.Quem sobre de problemas de sono, como a apnéia, tem na acupuntura uma aliada e tanto. Segundo a acupunturista Thais Pamplona, o tratamento é progressivo e não causa dor ao paciente. “É possível atuar de maneira eficaz no controle de fatores de risco, como obesidade, rinite e males do estômago, pois desinflama a faringe e controla sua musculatura”, explica. As sessões são semanais e aos poucos tornam-se quinzenais, até ficarem mensais. “Os resultados têm sido promissores no caso de apnéia de grau moderado e leve. Na maioria dos casos, há ausência total de ronco e retorno do sono profundo”.Por dentro da técnicaA acupuntura é uma técnica de tratamento que consiste no estímulo de pontos determinados da superfície da pele. Dentro da concepção chinesa, as doenças são uma manifestação de desequilíbrio, e a acupuntura seria uma forma de readquirir a harmonia perdida. Há séculos a medicina tradicional chinesa (MTC) preocupa-se com o envelhecimento. Problemas como insônia, depressão, ansiedade, estresse, cefaléias, distúrbios alimentares, náuseas, vômitos. problemas respiratórios, seqüelas de acidente vascular cerebral, conseqüências do uso de quimioterápicos, dores musculares e articulares, e vícios, entre outras patologias, podem ser tratadas com a acupuntura, como terapia complementar.Na terceira idade, os resultados são surpreendentes. “A acupuntura auxilia na diminuição da dor, melhora a capacidade funcional, equilibra o sono e o humor, fortalece o organismo, melhora o convívio social e familiar, propiciando maior qualidade de vida”, afirma Thais. “Como o idoso apresenta múltiplas queixas relacionadas a vários órgãos, o médico tende a prescrever maior número de medicamentos”.O idoso pode usar os diferentes recursos da acupuntura, além das agulhas, como a moxa, a ventosa, o laser, a eletroacupuntura, o shiatsu, entre outros. A moxabustão, ou estimulação de pontos de acupuntura através de calor gerado pela queima da erva “artemísia”, pode ser indicada para fortalecer o organismo. “É usada em casos de enfermidades crônicas e de doenças produzidas pelo frio e umidade”, explica a acupunturista Thais Pamplona.A especialista lembra que não se recomenda o uso da acupuntura em pessoas muito debilitadas, fracas, desidratadas, com hemorragias severas, com crise hipertensiva ou extremamente agitadas. Entretanto, é bom ressaltar que é fundamental procurar o seu médico sempre que houver problemas de saúde. A acupuntura aliada à medicina torna-se um ótimo instrumento para otimizar o processo terapêutico.

Colaboração CarlaCoimbra

ORIGEM DA EPIDEMIA DE HIV

A Sindrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS) foi reconhecida em meados de 1981, nos EUA, a partir da identificação de um número elevado de pacientes adultos do sexo masculino, homossexuais e moradores de São Francisco ou Nova York, que apresentavam sarcoma de Kaposi, pneumonia por Pneumocystis carinii e comprometimento do sistema imune. Todos estes fatos convergiram para a inferência de que se tratava de uma nova doença, ainda não classificada, de etiologia provavelmente infecciosa e transmissível.

Em 1983 o agente etimológico foi identificado: tratava-se de um retrovírus humano, atualmente denominado vírus da Imunodeficiência humana, HIV-1, que anteriormente foi denominado LAV e HTLV-III. Em 1986 foi identificado um segundo agente etimológico, também retrovírus, estreitamente relacionado ao HIV-1, denominado HIV-2. Embora não se saiba ao certo qual a origem dos HIV-1 e 2 sabe-se que uma grande família de retrovírus relacionados a eles está presente em primatas não-humanos na África sub-Sahariana.

Todos os membros desta família de retrovírus possuem estrutura genômica semelhante, apresentando homologia em torno de 50%. Além disso todos têm a capacidade de infectar linfócitos através do receptor CD4. Aparentemente o HIV-1 e o HIV-2 passaram a infectar o homem há várias décadas. O HIV-1 tem se mostrado mais virulento do que o HIV-2. numerosos retrovírus de primatas não-humanos encontrados na África têm mostrado grande similaridade com o HIV-1 e com o HIV-2. O vírus da Imunodeficiência símia (SIV) presente com muita freqüência nos macacos verdes africanos é muito próximo ao HIV-2, sugerindo que ambos evoluíram de uma origem comum. Por estes fatos supõe-se que o HIV tenha origem geográfica africana e que sua disseminação se deve às características da sociedade contemporânea.

Sushis e sashimis contém microrganismos não citados pela Anvisa

Pesquisa feita pela Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP mostra que os pratos de sushis e sashimis, servidos em restaurantes de São Paulo, estavam impróprios para o consumo em 100% dos casos estudados em 2004, mesmo atendendo aos padrões exigidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). As análises mostraram que, segundo os critérios da Anvisa, 60% das amostras seriam consideradas impróprias para o consumo por apresentarem níveis acima do permitido para o total de coliformes e de cada bactéria prevista na legislação. Os outros 40% das amostras, apesar de estarem em conformidade com os níveis legais, foram positivos para outros microrganismos que podem causar doenças, como E. coli, aeromonas e outros vibrios que não são citados pela legislação brasileira. Dessa forma, todas as amostras de sushis e sashimis apresentavam risco para a saúde, segundo a bióloga e nutricionista Fernanda de Oliveira Martins.

Os dados foram obtidos pela própria pesquisadora e foram apresentados em sua tese de mestrado Avaliação da qualidade higiênico-sanitária de preparações (sushi e sashimi) à base de pescado cru servidos em bufês na cidade de São Paulo.

Amostragem
A idéia era pesquisar tanto amostras de restaurantes japoneses como amostras de estabelecimentos não-especializados (por quilos e churrascarias, por exemplo). Também se levou em conta a diversidade das condições em que eram apresentadas ao consumidor: expostos com ou sem embalagens; refrigerados ou não. Os pescados escolhidos foram atum, salmão e peixes brancos.

A pesquisadora resolveu comprar as amostras como uma consumidora qualquer e, portanto, anonimamente, e levar para viagem. Essa é a razão pela qual os nomes dos estabelecimentos envolvidos não podem ser citados.

Microorganismos
Fernanda estudou seis diferentes microorganismos e um parâmetro que diz respeito à quantidade total de coliformes aceitos pela Anvisa, que seria de 100 NMP/g (número mais provável por grama). Os microorganismos são: E. coli, S. aureus, salmonela, vibrios, B. cereus e aeromonas. É importante lembrar que a Anvisa não estabelece critérios sanitários a respeito do E. coli e das aeromonas, mas eles foram incluídos na pesquisa por haver casos, no Japão, de intoxicação alimentar por esses microorganismos por meio da ingestão de peixe cru, e até mesmo caso de óbito.

Flexibilidade
Mas Fernanda tranqüiliza: os resultados não significam que todo mundo que ingerir esses alimentos vá ter problemas. “Depende muito do organismo da pessoa, da quantidade ingerida, do tipo específico de bactéria que ela ingeriu”, explica. “Pode sim comer, mas sabendo que há riscos. De repente, um simples resfriado pode ser decisivo para a pessoa apresentar sintomas de intoxicação alimentar que não apresentaria se estivesse perfeitamente saudável, por exemplo.”

Para auxiliar no combate a doenças causadas pela ingestão de peixes crus, a pesquisadora dá algumas dicas:
– sempre observar a higiene no manuseio dos produtos, desde o momento da pesca;
– servir em temperatura baixa e transportar sob refrigeração;
– quanto mais rápido o processo de preparo e consumo, melhor;
– ao sinal de sintomas como vômito e diarréia, procurar um médico.

Naila Okita
Agência USP de Notícias

Fonte: http://www.saudeemmovimento.com.br/reportagem/noticia_frame.asp?cod_noticia=2541

Enterite Bacteriana

Inflamação do intestino, causada por bactérias como Escherichia coli, Salmonella, Campylobacter, Clostridium entre outros.

A enterite bacteriana pode ser secundária a alguma outra doença, que debilite o organismo.

Tanto as enterites bacteriana e viral têm como sintoma diarréia aquosa, falta de apetite, depressão, fezes com muco (quando compromete intestino grosso), fezes escuras ou vermelhas (sangue), dor abdominal e febre.

A alimentação oral deve ser suspensa e a desidratação combatida com soro endovenoso.

Mitos e Verdades sobre o Olho

Quem usa óculos enxerga pior à noite?

Os míopes enxergam menos à noite, mesmo com óculos. As células dos olhos do míope têm mais dificuldade de adaptação à escuridão.
Óculos viciam?

A idéia de que quem começa a usar óculos não consegue mais viver sem eles é, de certa forma, verdadeira. Mas não porque causem dependência. Muitas pessoas passam boa parte da vida sem saber que enxergam mal. Quando descobrem e corrigem o problema, elas se dão conta do quanto é mais confortável enxergar com nitidez. É por isso que passam a ter dificuldades em ficar sem óculos.
Deixar de usar óculos piora a visão?

O uso de óculos não interfere na evolução de problemas como miopia e astigmatismo. O que ocorrem são incômodos da dificuldade para enxergar, como lacrimejamento, vermelhidão nos olhos e dor de cabeça. Em outra palavras, usar ou não usar óculos não irá fazer o grau aumentar ou diminuir, mas usando, certamente, irá ter uma qualidade visual bem melhor.
Óculos escuros protegem os olhos?

Sim, porém é importante que as lentes sejam de boa qualidade para filtrar os raios ultravioletas e infravermelhos. Lentes que só escurecem e não possuem filtros, são muito prejudiciais, pois as pupilas se dilatam e a quantidade de raios que penetram no é muito maior, podendo provocar doenças como a catarata.
Óculos comprados em camelô fazem mal à visão?

Por causa da má qualidade, óculos de camelô distorcem as imagens, o que provoca dores de cabeça e nos olhos. Esses sintomas passam assim que os óculos são retirados. A vis&atil;o não fica comprometida. Mas podem ocorrer problemas decorrentes da falta de filtro contra os raios do sol, como inflamação e descamação da córnea. Por outro lado, eles podem ser úteis em situações emergenciais, tais como quando estamos em viagem e perdemos os óculos.
Quem usa óculos não pode doar a córnea?

Miopia, Hipermetropia, ou mesmo astigmatismo – que ocorre devido a um defeito na curvatura da córnea – não são, de forma alguma, contra-indicação para doação. Na hora do transplante, o cirurgião pode fazer as correções que forem necessárias.
Filhos de pais míopes ou hipermétropes também terão que usar óculos?

As deficiências visuais podem, de fato, fazer parte da herança genética de uma pessoa. Mas isso não quer dizer que a característica será passada diretamente de pai para filho. Uma criança cujos pais tenham miopia, hipermetropia ou astigmatismo pode nascer com os olhos normais, mas a chance de virem a ter problemas é maior.
Quem lê demais fica com a vista cansada?

Ler nunca fez mal a ninguém. A vista cansada, chamada tecnicamente de presbiopia, é resultado do processo natural de envelhecimento. Com o tempo, o cristalino vai perdendo a capacidade de foco. E isso independe da exigência dos olhos.
Exercícios para os olhos fazem a miopia regredir?

Não há “fisioterapia” para corrigir a dificuldade de enxergar. Existem, porém, exercícios para casos de estrabismo.
Ler dentro de veículos em movimento causa descolamento de retina?

Ler em movimento pode causar tontura ou náusea por desequilíbrio do labirinto, mas não causa descolamento de retina. Caso não haja mal-estar pode-se ler à vontade sem receio ou risco algum.
Ler no escuro é prejudicial?

A iluminação deficiente faz com que os olhos se cansem mais depressa, uma vez que para termos boa visão é necessário que haja contraste entre as letras e o papel, o que não ocorre com pouca claridade, porém, não lesa os olhos.
Ver televisão de perto pode prejudicar a visão?

Ver televisão a menos de 3 metros de distância pode provocar cansaço ocular por forçar a acomodação e a convergência, mas não traz prejuízo para a visão. Outro aspecto interessante é assistir à sempre com o local iluminado.
Passar muito tempo na frente do computador piora a visão?

O computador não compromete a visão, mas pode deixar os olhos secos, já que se pisca com menor freqüência. Menos lubrificados, os olhos se tornam menos protegidos e a visão fica embaçada com mais facilidade. Por isso, deve-se fazer uma pausa a cada 50 minutos. Leia em “ Saiba Mais “ a síndrome do olho – computador para maior detalhes
As lentes de contato não corrigem a visão tão bem quanto os óculos?

Ao contrário: as lentes podem ser melhores que os óculos, principalmente em altos graus de miopia. Além disso, por estarem aderidas à córnea, dão um campo de visão maior.
Lentes de contato estacionam a miopia?

Não estacionam a miopia, pois se assim fosse os oftalmologistas receitariam lentes de contato para crianças míopes quando elas ainda apresentassem graus insignificantes, ou seja, cortariam o mal pela raiz. O que ocorre, na realidade, é que a época em que se costuma prescrever as lentes geralmente coincide com a idade em que a miopia estaciona naturalmente, após os 20 anos.
Não se deve dormir nem ir à praia com lentes de contato?

Existem lentes permeáveis ao oxigênio, que podem continuar nos olhos durante o sono. Mas quanto menos ficaram nos olhos, menor o risco de infecção. O melhor é evitar dormir com elas. Também não há problema em ir à praia com lentes de contato, desde que não as perca mergulhando de olhos abertos.
Uma lente de contato pode ir para dentro do olho?

Não. Não há nenhuma comunicação anatômica entre a face externa da córnea e esclera (onde se alojam as lentes) e o interior do globo ocular.
A cirurgia de miopia elimina sempre o uso de óculos?

O objetivo da cirurgia da miopia é minimizar ao maximo o uso de óculos ou lentes de contacto buscando através da redução ou eliminação total do grau. A possibilidade de “zerar” o grau é de aproximadamente 96%, mas não devemos gerar “falsa expectativa” garantindo que isto ocorrerá em todos os casos.
A miopia pode voltar após a cirurgia a laser?

Caso a cirurgia tenha sido realizada quando o grau já estiver estabilizado, a possibilidade da miopia voltar é praticamente inexistente. Se continuar progredindo é porque progrediria mesmo que o paciente não tivesse se submetido à cirurgia. Outra possibilidade de surgir miopia novamente é o uso abusivo de computadores de maneira inadequada.
Pacientes que enxergam pouco devido a doenças oculares devem evitar esforçar visual?

Não. De um modo geral nenhuma patologia ocular limita o uso da visão ou faz com que a pessoa deva diminuir o uso dos olhos, exceto se ela própria apresentar sintomas de cansaço ou outros.
Criança que brinca de entortar os olhos pode ficar vesga?

De jeito nenhum. Os músculos dos olhos das crianças são suficientemente fortes para lhes permitir olhar na direção que quiser. O estrabismo, ou seja, o desvio da direção dos olhos, é um defeito congênito: a criança já nasce com ele, podendo manifestar-se já no nascimento ou até os 5 anos de idade.
Limão clareia os olhos?

Não, o limão é totalmente contra indicado para uso ocular, pois pode provocar grande irritação, podendo ocasionar até úlceras de córnea, uma vez que seu suco é bastante ácido.
Anel aquecido trata o terçol?

O terçol é uma irritação caracterizada por um inchaço na região da pálpebra, provocada pela obstrução de uma glândula produtora de gordura ou por infecção bacteriana. O tratamento baseia-se na aplicação de compressas mornas. O calor do anel aquecido teoricamente pode até fazer o mesmo efeito que as compressas, mas não é um método muito prático e como é de metal pode até queimar as pálpebras.
Leite materno cura conjuntivite de recém nascidos?

A conjuntivite é uma inflamação da conjuntiva, película que reveste o olho que pode ter origem alérgica, viral ou bacteriana. O tratamento visa combater o agente causal e evidentemente o leite materno não é bem indicado nestes casos. Uma conjuntivite não tratada adequadamente pode até vir a comprometer a visão. Com bebês, o cuidado deve ser ainda maior. Jamais pingue qualquer substância sem consultar o seu médico.
Diabetes pode causar cegueira?

A diabetes agride os olhos provocando catarata, predispondo ao glaucoma e pode causar cegueira em devido a hemorragias na retina. O exame de fundo de olho é fundamental para detectar alterações da diabetes e orientará quanto a aplicação de laser, cuja finalidade é prevenir complicações futuras tais como as hemorragias, que quando não tratadas podem levar á cegueira. Uma dieta rigorosa e o acompanhamento clínico são essenciais, pois a diabetes ainda não tem cura e o tratamento busca apenas o seu controle.
A visão da criança.

O recém-nascido nos primeiros 60 dias vê apenas vultos sem cores ou forma. Em torno dos 3 meses começa a surgir a visão de cores e formas que atingem uma boa qualidade com 9 meses de vida. A partir daí a criança vai desenvolvendo a visão até alcançar uma visão completa aos 5-6 anos de idade. Por isso, a infância é uma fase importante do desenvolvimento, pois é nela que muitas doenças podem ser detectadas e tratadas. Sabemos que se uma doença ocular que prejudique a visão não for corrigida até àquela idade, com certeza deixará seqüelas visuais, causando restrições leves à importantes à vida adulta.

Fonte: Dr. Leôncio de Souza Queiroz Neto (http://www.drqueirozneto.com.br/mitos_verdades)

Tratamento de Herpes Simples Labial usando Aciclovir

Antiviral seletivo contra vírus herpes.

Propriedades
Atua contra os tipos I e II de herpes simples e vírus de varicela zoster, com baixa toxicidade para as células infectadas do homem. Quando penetra na célula infectada pelo vírus herpes, o aciclovir se fosforiza, convertendo-se no composto ativo aciclovirtrifosfato. Para este primeiro passo é necessária a presença da timidinacinase específica do vírus herpes simples. O aciclovir-trifosfato atua como inibir específico da DNA-polimerase do vírus herpes, evitando a posterior síntese de DNA viral sem afetar os processos celulares normais. Em adultos, a meia-vida plasmática do aciclovir, após sua administração, é de 2 a 9 horas. A maior parte da droga é excretada sem trocas pelo rim. Tanto a secreção tubular como a filtração glomerular contribuem para a eliminação renal. O único metabólito significativo é a 9-carboximetoximetilguanina, que representa 10 ou 15% da dose excretada na urina. Também é eliminada perante a hemodiálise.É pouco absorvido no trato gastrintestinal (15 a 30%), embora as concentrações séricas sejam suficientes para obter um efeito terapêutico. Distribui-se amplamente nos tecidos e líquidos corporais, encontrando-se as maiores concentrações no rim, fígado e intestino. As concentrações no LCR são de aproximadamente 50% das concentrações plasmáticas. Atravessa a placenta e sua união às proteínas é baixa.

Indicações
É indicado para o tratamento de infecções por vírus herpes simples e profilaxia em pacientes imunodeprimidos, principalmente em infecções cutâneas progressivas ou disseminadas. Herpes genital inicial é recorrente em pacientes imunodeprimidos e não imunodeprimidos.

Dose
A duração do tratamento dependerá da gravidade da infecção, embora em infecções agudas por vírus herpes simples o tratamento adequado deva ser de 5 dias. Adultos: com função renal normal: infecções por vírus herpes simples (exceto encefalite herpética) ou vírus varicela zoster: 5mg/kg/8 horas. Em pacientes imunodeprimidos com infecções por vírus varicela zoster ou com encefalite herpética: 10mg/kg/8 horas. Função renal alterada: a administração deve ser realizada com precaução e a dose será estabelecida em função da liberação de creatinina: 25 a 50ml/minuto, 5mg/kg/12h; 10 a 25ml/minuto, 5mg/kg/24h; 0 (anúricos) a 10ml/minuto, 2,5mg/kg/24 a 48h, ou após a diálise. Crianças entre 3 meses e 12 anos: calcula-se conforme a superfície corporal. Vírus herpes simples ou vírus varicela zoster: 250mg/m2 cada 8 horas. Em crianças imunodeprimidas com infecções por vírus varicela zoster: 500mg/m2/8 horas, se a função renal não estiver alterada. Em crianças com função renal alterada são necessárias modificações especiais da dose, de acordo com o grau de disfunção.Idosos: deverá ser controlada a função renal diminuindo a dose em função dos valores de creatinina. A dose deve ser administrada muito lentamente, em um período não inferior a 1 hora. Via oral: dose usual para adultos: 200mg cada 4 horas, 5 vezes ao dia, durante 10 dias. Tratamento crônico supressor das infecções recorrentes: 200mg cada 8 horas, durante, no máximo, 6 meses. Não foi estabelecida a dose para crianças. As cápsulas podem ser tomadas com os alimentos, pois não foi demonstrado que a absorção seja afetada por eles.

Reações adversas
Em alguns pacientes foi observado aumento rápido e reversível dos níveis sangüíneos de uréia ou creatinina, fato este que pode ser devido a níveis plasmáticos elevados da droga e ao estado de hidratação dos pacientes. Portanto, é imprescindível que a hidratação seja adequada. Por extravasação pode aparecer uma inflamação grave, às vezes seguida de ulceração. Foram evidenciados também o aumento das enzimas hepáticas, a diminuição dos índices hematológicos, erupções e febre; náuseas e vômitos. Em algumas ocasiões houve reações neurológicas reversíveis, como tremores, relacionados com confusão e alterações eletroencefalográficas.

Precauções
Deverá ser utilizada com precaução em pacientes com alterações renais e, a fim de evitar acúmulo da droga, a dose será regulada em função da tabela de posologia. Observar a função renal em pacientes submetidos a transplantes renais, pelo aumento que produz da creatinina ou uréia sérica. Deverá ser indicado para mulheres grávidas somente quando a relação risco-benefício de sua aplicação aconselhar o seu uso. As mulheres com herpes genital são mais propensas a desenvolver câncer cervical, pelo que é necessário realizar um exame de Papanicolau anualmente ou com maior freqüência. Por transmitir a herpes genital, o contato sexual deverá ser evitado se um dos da parceiros apresentar sintomas inerentes a esta patologia.

Interações
O probenecid aumenta a meia-vida e as concentrações plasmáticas de aciclovir. O interferon ou o metatrexato administrados simultaneamente com aciclovir IV podem produzir anormalidades neurológicas.

Contra-indicações
Pacientes que tenham demonstrado hipersensibilidade ao aciclovir. Deverá ser avaliada a relação risco-benefício em pacientes com disfunção renal preexistente, hepática ou anomalias neurológicas.