Casca de Anta

publicado em:14/12/14 2:46 PM Plantas

casca-de-anta

 

Família: Magnoliáceas

Outros nomes: Para tudo (São Paulo, Minas), melambó ou malambó (Amazonas), caá-pororoca (Norte).

Descrição: Árvore pequena. Folhas alternas, persistentes, sem estípulas, oblongas, obtusas, glaucas na superfícia inferior. Flores hermafrlditas, esbranquiçadas, solitárias ou reunidas em pencas de três ou quatro, nas pontas dos ramos. Fruto: baga globulosa, glabra, do tamanho de uma ervilha.

Uso medicinal: A casca é excelente remédio contra desarranjos do estômago (dispepsias, falta de apetite, flatuências, gastralgias, etc.), catarros crônicos, atonia intertinal, disenteria, vômitos rebldes, cólicas, fraqueza geral, febres.

A história do valor terapêutico dessa planta é muito interessante e curiosa. Seu nome “casca de anta” – afirma o caboclo – lhe adveio do fato de que, antes de ser conhecida pelo homem, a anta já procurava, coçando-se nela ou roendo-lhe a casca.

“Ela é poderosa˜, diz F. C. Hoehne, “para combater moléstias do estômago e febres intermitentes. Sempre a empregam com resultado onde os recursos da Medicina oficial falham, porque, dizem, ela é para tudo, e usada fresca e com critério, realmente resolve muitos casos por ser extremamente tonificante do organismo, que por si assim pode reagir. Substitui bem o quinino e não provoca as perturbações que o mesmo produz em quem o ingere por longo tempo em doses exageradas.””

A casca dessa planta, diz Lanessan, “goza de propriedades tônicas e estimulantes mui pronunciadas, análogas às de canela-de-ceilão …  é muito adstringente.˜

Parte usada: Casca, por decocção.

Dose: Normal.



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